quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

É preciso sonhar e ter fé


Havia no alto de uma montanha três árvores. Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas disse: eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros. A segunda, olhando um riacho suspirou: eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas. A terceira olhou para o vale e disse: quero crescer e ficar aqui no alto da montanha; quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus. Muitos anos se passaram, as árvores cresceram. Surgiram três lenhadores que, sem saber do sonho das árvores, cortaram as três. A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um barco de pesca transportando pessoas e peixes todos os dias. A terceira foi cortada em vigas e deixada num depósito. Desiludidas as três árvores lamentaram os seus destinos. Mas, numa certa noite, com o céu cheio de estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém-nascido naquele cocho. De repente, a árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo. A segunda, certo dia, transportou um homem que acabou por dormir no barco. E, quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse PAZ!! E, imediatamente, as águas se acalmaram. E a árvore transformada em barco entendeu que transportava o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa Sexta-feira, a árvore espantou-se quando as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. A árvore sentiu-se horrível vendo o sofrimento daquele homem. Mas logo entendeu que aquele homem salvou a humanidade e as pessoas logo se lembrariam de Deus ao olharem para a cruz. O exemplo das árvores é um sinal de que é preciso sonhar e ter fé. SEMPRE !!! Não importa o tamanho dos sonhos que você tenha, sonhe muito e sempre. Mesmo que seus sonhos não se realizem exatamente como você desejou, saiba que eles se concretizarão da maneira que Deus entendeu ser a melhor para você. "Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O TEMPO.........

Meu Deus quanto tempo sem escrever, esses últimos meses passei por dias de muita tristeza, doloridos e amargos....
Talvez a razão por não ter postado, além da morfina que me deixa perdida.
Internações demoradas, complicadas e sei mais o que...
Durante minha internação no dia 26 de setembro de 2011 exatamente as 8:20, minha amada e querida mãezinha faleceu, recebi a noticia no leito do hospital, foi um dia tenebroso, com muitas perguntas e nenhuma resposta.... apenas a dor não só fisicamente, mas a dor da alma, a dor da perda da pessoa que mais mim amava e que sempre estava ao meu lado. Tenho certeza que ela estar num lugar maravilhoso, pois minha ela fui uma mulher maravilhosa, guerreira e de uma alegria incomparável....
No meio de tanta dor e saudades, Deus me deu forças e conseguir realizar um grande musical "Experiência com Deus", com apoio de muitos amigos, amigos próximos e distantes, apoio daqueles que eu nunca avistei e daqueles que só conheci na hora do evento, foi um momento mágico e nesse momento percebi que nunca ficarei sozinha. Mesmo com fortes dores e com um inchaço de mais de 15kg Deus me deu a firmeza nos braços para reger um Coral com mais de 200 vozes, um coral formado pelos Amigos de Anna.















No dia 28 de novembro de 2011, realizei um recital de canto pelo Conservatório Pernambucano de Música, foi maravilhoso, apesar da dificuldade em andar com o joelho imobilizado devido a artrose e rompimento de minisculo e de respirar pois tive derrame nos dois pulmões novamente, mas nada que uma bombinha e uma nebulização antes da apresentação não pudesse me ajudar kkkkk....Deus é maravilhoso.   

Pois é amigos, ontem passei o dia na clínica recebendo Imunoglobulina Humana  para aumentar minha querida imunidade que anda lá embaixo, e estou preste a me internar novamente, pois os sangramentos estão em alta, só espero não passar meu Natal no leito do hospital como os outros anos.  O ano está terminado e com ele ficam os momentos ruins, tristes e também os alegres e as vitórias. Muitas coisas boas quero fazer ainda neste ano, mesmo estando no hospital no TMO (costumo dizer que é minha casa II). Minha luta continua, mas nunca quero perder a razão de viver......

" Nada nos poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!"
 Romanos 8:39b   
     

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011



Plano de Saúde Fornece Medicamento Biológico

Post original em: http://artritereumatoide.blogspot.com/2011/08/plano-de-saude-fornece-medicamentos.html



Erika Barradas Leão (Macéio-AL)
Linda de noiva...

Com grande alegria venho compartilhar com vocês a história da nossa amiga Erika Barradas Leão, 33 anos, e desde os 23 anos tem diagnóstico de Doença de Still do Adulto (DAS), que é uma doença reumática caracterizada por febre, erupção, poliartrite e leucocitose, uma doença que tem como agravante a dor, como a dor da artrite reumatóide, porém, dor acompanhada de febre.

A Erika, já fez uso de várias medicações como Metrothexate, Predinisona, Levuflonamida, Azulfim e Medicamento Biológico Anti-Tnfs (etanercepte), e como não teve boa resposta ao medicamento biológico que estava usando, seu médico Dr. Georges Basile, optou pelo Tocilizumab (actenra). Ela me escreveu no dia 10 de Agosto, preocupada pois, seu médico havia prescrito um medicamento que infelizmente não tinha cobertura pelo SUS, então comuniquei a ela sobre a nova Resolução Normativa RN nº 262 da ANS, publicada no dia 02 de Agosto de 2011, que prevê a cobertura obrigatória para os medicamentos biológicos de uso hospitalar e ambulatorial para a doenças reumáticas.
A Erika encaminhou o pedido administrativo ao seu convênio (CASSI) e foi concedido a medicação. Erika enfatiza que o atendimento pela CASSI foi rápido e humanizado, se mostraram sensíveis ao caso, solicitaram apenas alguns exames e um relatório médico detalhado contando a história da doença e os medicamentos usados anteriormente, ela se mostra satisfeita com o atendimento e a agilidade na liberação da medicação, não sendo necessário pedir auxílio ao poder judiciário.

O que me deixou feliz juntamente com ela, pois a RN nº 262 da ANS, entra em vigor à partir de 01/01/2012, porém, uma vez publicada podemos reivindicar nossos direitos de usuários da saúde suplementar.

Deixo a vitória da Érika para servir de estímulo aos demais brasileiros reumáticos que aguardam neste momento uma aprovação de seus planos de saúde, aqui em São Paulo, temos uma paciente que tem AIJ de 17 anos que está há mais de 15 dias aguardando uma resposta ao pedido administrativo feito ao convênio Medial.

Parabéns Erika pela sua vitória, que também é a nossa vitória.

A luta contínua, pois o perfeito seria a igualdade, ou seja a Atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, para que todos os cidadãos brasileiros tenham direito as terapias medicamentosas inovadoras e não somente as pessoas que tem plano de saúde, mas enquanto essa tão sonhada atualização não acontece, vamos cobrar nossos direitos junto dos planos de saúde.




domingo, 21 de agosto de 2011

O HERPES - ZÓSTER


O herpes-zóster, conhecida popularmente como cobreiro, é uma infecção viral provocada pelo mesmo vírus da catapora (varicela-zóster), que pode permanecer latente ou inativo na coluna espinhal e ser reativado depois dos 50 anos de idade, se houver queda expressiva da imunidade, durante tratamentos de quimioterapia, doenças debilitantes ou nos períodos de estresse intenso. Na maioria dos casos, a doença se manifesta uma única vez e desaparece depois de algumas semanas.


Sintomas


Os principais sintomas são: dores nevrálgicas, coceira, formigamento, dor de cabeça, febre e o surgimento de vesículas na pele semelhantes às da infecção pelo herpes humano simples. Em geral, os sintomas aparecem de um lado só do corpo e abrangem uma faixa bem demarcada nas costas ou no rosto seguindo o feixe de enervação. Quando acometem o rosto, atingem o nervo trigêmeo e, nos casos mais graves, podem provocar cegueira e surdez.
A dor pode persistir mesmo depois que as lesões cutâneas desapareceram, caracterizando a neurite pós-herpética.


Tratamento

Analgésicos e medicamentos antivirais mostraram-se eficazes no combate à dor e no controle da doença. Quanto mais precocemente for iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico.


Recomendações

* Evite aproximar-se de crianças ou adultos que não tenham tido catapora, pois o risco de contrair essa doença aumenta quando entram em contato com o vírus do herpes-zóster;
* Consulte imediatamente um médico se notar alguns dos sintomas que possam caracterizar herpes-zóster. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhores serão os resultados;
* Se tem mais de 50 anos, está debilitado por algum motivo ou com uma carga muito grande de estresse, não se automedique se reconhecer os sintomas da doença. Procure atendimento médico imediato.

É IMPOSSÍVEL, MAS DEUS É A SOLUÇÃO !

Para nós seres humanos é impossível fazer o tempo para. É impossível para pessoas idosas voltarem a serem jovens. E assim há para nós, seres humanos, muitas circunstâncias impossíveis de serem mudadas.
Sabemos que Jesus é a solução, Ele trata corpo, alma e espírito; também te dá vida nova e um coração.
Para todos os problemas, Jesus é a solução!
Depois de um longo e demorado internamento com muita fisioterapia, medicamentos, choros e muitas visitas pude refletir melhor sobre minha vida e por tudo que tenho passado..... Tenho certeza que o tudo isso faz parte do meu ministério, o de mostrar e contar sobre a minha experiência com Deus.
Dia 10, quarta-feira pela manhã recebi alta hospitalar é bom voltar pra casa, mas na quinta dia 18 passei muito mal e retornei para o hospital onde fui urgentemente internada, a hemorragia, a asma, as dores e a imunidade estavam latentes e eu sabia que algo estava errado. Choro e observo pela janela do meu quarto que a vida continua e que nada para.....
Sentia que a Fibromialgia e o LES (Lupus) estavam se manifestando , coletei novos exames e o resultado foi positivo. Na hora pensei: Meu Deus vou ter que passar por tudo novamente, me ajuda a superar tudo isso.
Maravilhoso sentir a presença Dele, sinto quando fico mais tranquila, quando passo por algum procedimento e no final tudo fica bem.
Sei que só Jesus pode me livrar das dores, da imunidade baixa, das hemorragias, da falta de ar, da dificuldade para andar....Ele é o médico dos médicos, Ele tudo pode.

"A graça tua me alimenta, livra de pecar, o teu amor me guarda sempre e me ajuda a caminhar.
Tua palavra é meu guia nunca faltará, Pai eu me entrego a ti, pois tua graça me graça me basta."

 
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.. Mt. 11:28"


terça-feira, 19 de julho de 2011

As provações....

As vezes pensamos que tudo vai bem, mas de repente a vida da uma vira volta. As doenças que me acompanham durante esses anos começam a dar sinal de que nem tudo vai bem. Os rins, pulmões, articulações e todos os órgãos que são acometidos pela doença  começam a reclamar. Sangramentos por todos os lados, INR incalculável e ai, vou ao hospital pensando em passar apenas alguns dias, infelizmente já estou aqui há um mê, novos problemas aparecem, fisioterapias e novos tratamentos também. Os médicos não sabem mais como e o que estão fazendo, apenas fazem.
Momento bom para  pensar e refletir sobre tudo o que acontece, sobre o que Deus quer de mim......agradeço por tudo pelo o que sou e pelo o que há por vir. Oro sem cessar para que tudo isso passe logo, não vejo como castigo, mas como provação de minha fé.

"Meus irmãos, considerai motivo de alegria o fato de passardes por varias provações, sabendo que a prova da vossa fé produz perseverança. Tiago 1:2-3"
    

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AACD busca portadores de lúpus para pesquisa com um remédio novo

AACD busca portadores de lúpus para pesquisa

com um remédio novo



O estudo avaliará a eficácia de um medicamento imunobiológico
de aplicação subcutânea. Será feito ao mesmo tempo nos Estados 
Unidos e no Brasil, com o objetivo de conseguir a aprovação dos
organismos oficiais para uso clínico. Podem se inscrever pessoas
maiores de 18 anos que se tratam de lúpus eritematoso sistêmico 
com os remédios tradicionais e não venham tendo bons resultados. 
por Morton A. Scheinberbg*


A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), 
de São Paulo, seleciona portadores de lúpus eritematoso sistêmico
para participar de uma pesquisa sobre a eficácia de novo tipo de 
medicamento imunobiológico, o subcutâneo, ou seja, que é aplicado 
sob a pele. Medicamentos imunobiológicos de aplicação 
endovenosa, é preciso destacar, já tinham sido aprovados nos Estados 
Unidos e no Brasil e vinham sendo usados no tratamento da doença, fazia 
alguns anos, com bons resultados. Agora se criou uma variedade de 
aplicação subcutânea. A vantagem dos medicamentos imunobiológicos 
sobre os usados tradicionalmente no tratamento do lúpus - 
anti-inflamatórios, antimaláricos, derivados de cortisona e imunossupressores - 
é que interferem só na produção de anticorpos pelo organismo, o que é 
chamado terapia-alvo,e provocam menos efeitos colaterais.

As pesquisas sobre a eficácia do novo remédio durarão 12 meses. 
Objetivam conseguir sua aprovação pelos organismos oficiais de 
saúde para uso clínico. Estão sendo feitas nos Estados Unidos e 
no Brasil. Aqui, são coordenadas e desenvolvidas pelo Hospital 
Roberto de Abreu Sodré, da AACD, em conjunto com os serviços
de Reumatologia do Hospital dos Servidores e do Heliópolis, na 
capital paulista; da Universidade Federal Fluminense, do Rio de Janeiro; 
do Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica, e do
Hospital das Clínicas, de Porto Alegre (RS); do Hospital Geral de
Goiânia (GO); do Hospital Universitário de Juiz de Fora (MG); 
da Santa Casa de Salvador (BA); da Pontifícia Universidade Católica
e da Clínica Médica Bonfiglioli, de Campinas (SP).

Podem participar do estudo pessoas de todo o País maiores de 18 anos,
de ambos os sexos, que se tratam de lúpus eritematoso sistêmico da
forma tradicional e não conseguem bons resultados. Terão de comparecer 
uma vez  por mês ao local para o qual se inscreverem para passar por 
avaliação e tomar o remédio. Por isso, o ideal é que se inscrevam na
instituição da cidade onde moram ou na da cidade mais próxima. 
Interessados podem obter informações e se inscrever pelo e-mail vbrasileiro@aacd.org.br ou 
pelos telefones (011) 5576-0922 e 5576-0788.

O lúpus, vale relembrar, é uma doença autoimune, ou seja, em que
organismo produz substâncias que atacam tecidos e órgãos dele 
mesmo. 
Há dois tipos: o eritematoso, que ataca só a pele, e o sistêmico, que 
ataca órgãos importantes como articulações, rins, coração, sistema
nervoso central e células do sangue. Pode manifestar-se em crianças
e adultos jovens.
É mais comum na mulher. Manifesta-se em 0,1% a 0,3% da 
população. Calcula-se que haja 10 milhões de portadores no planeta, 
dos quais 500000 a 600000 no Brasil.

Os sintomas da doença são: lesões de pele; dores articulares e inflamação sobretudo dos punhos e das articulações das mãos; mal-estar; e queda de cabelo.
O ideal é procurar um bom clínico geral ou um reumatologista à 
primeira indicação e se tratar. Com isso, o portador pode evitar tanto
problemas graves, como a falência dos rins, quanto a morte por 
insuficiência cardíaca devido à inflamação do pericárdio, membrana 
que envolve externamente o coração.


* Morton A. Scheinberg, pesquisador de doenças autoimunes na
capital paulista, é PhD em Medicina pela Universidade de Boston, 
nos Estados Unidos, professor livre-docente de Imunologia na 
Universidade de São Paulo, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas 
do Hospital Roberto de Abreu Sodré, da AACD, e médico clínico e reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein. E-mail: morton@osite.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A ESPERANÇA E A FÉ

A esperança e a a fé são duas palavras fortes que tem me acompanhado durante esses anos. Hoje estou em Ribeirão Preto sendo alvo de pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, as vezes passamos por situações nas quais não queremos passar, ficar longe das nossas atividades, parentes e amigos. Mas novos amigos são conquistados e desafios também. Ser portadora de doenças complicadas como LES, Fibromialgia e Coagulopatia Grave ainda sem definição ou explicação é difícil. Estou aqui novamente realizando novas consultas e exames na expectativa se devo ou não passar por um transplante autologo. Amigos se unem para me ajudar de todas as maneiras, médicos amigos me dão força e me encorajam. Deus está acima de tudo isso e estou nos braços de quem me ama. "Até aqui nos ajudou o Senhor....."

quinta-feira, 17 de março de 2011

FDA aprova o Benlysta (belimumab)


FDA aprova o Benlysta (belimumab) para tratamento do lúpus eritematoso ativo

FDA aprova o Benlysta (belimumab) para tratamento do lúpus eritematoso ativo
O Benlysta (belimumab) é o primeiro medicamento para tratamento do lúpus aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) em 56 anos. Ele está aprovado para pacientes com lúpus eritematoso ativo, com auto-anticorpos positivos, que estejam recebendo terapia padrão, incluindo corticosteroides, antimaláricos, imunossupressores e anti-inflamatórios não hormonais.
O Benlysta (belimumab) é injetado diretamente na veia (infusão intravenosa) e é o primeiro inibidor do estimulador do linfócito B (BLyS). O BLyS assegura a sobrevivência do linfócito B, a célula branca do sangue que produz anticorpos. O Benlysta pode reduzir o número de linfócitos B em pessoas com lúpus.
Dois estudos clínicos envolvendo 1.684 pacientes com lúpus demonstraram a segurança e a efetividade do Benlysta. Os pacientes receberam a medicação associada à terapia padrão ou placebo associado à terapia padrão. Foram excluídos do estudo aqueles que já haviam recebido terapias que tinham como alvo os linfócitos B ou ciclofosfamida intravenosa, e também aqueles pacientes com lúpus ativo envolvendo os rins(nefrite lúpica) ou o sistema nervoso central.
Os pacientes que receberam Benlysta associado à terapia padrão apresentaram menos atividade da doença quando comparados aos que receberam Benlysta com placebo ou as terapias convencionais para o lúpus. Os resultados sugerem, mas não estabelecem definitivamente, que alguns pacientes tiveram recidivas menos graves e alguns reduziram a dose de corticoide recebida.
Pacientes afro-americanos ou com descendência africana que participaram do estudo parecem não responder ao Benlysta, mas a pesquisa não teve dados suficientes para estabelecer uma conclusão definitiva a este respeito. Estudos adicionais são necessários.
Alguns riscos são atribuídos ao uso de Benlysta como infecções graves, náuseas, diarréia e febre. Os pacientes podem apresentar reações durante a infusão do medicamento e o pré-tratamento com anti-histamínicos deve ser considerado.
O Benlysta é um anticorpo monoclonal humano co-desenvolvido pela Human Genome Sciences eGlaxoSmithKline em colaboração com a Cambridge Antibody Technology.
Fonte: FDA
NEWS.MED.BR, 2011. FDA aprova o Benlysta (belimumab) para tratamento do lúpus eritematoso ativo. Disponível em: . Acesso em: 17 mar. 2011.

terça-feira, 15 de março de 2011

A morte devagar

A Morte Devagar

 (Martha Medeiros)


Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja quem não lê quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior que simplesmente respirar.
Ver imagem em tamanho grande
Esses dias eu andei pensando em como é bom estar viva até hj pra aproveitar tanta coisa massa que acontece no decorrer dessa nossa caminhada.Como é bom dançar agarradinho...dar risada de piada besta...viajar...rever amigos...fazer amigos! É muito bom msm! Todas as vezes que acontecem coisas EXCELENTES comigo eu ficou pensando aqui com meus botões...CARACA ! AINDA BEM QUE EU TÔ AQUI PRA VIVER ISSO! E ai a gente vai passando o tempo...vivendo em torno de outras coisas..outros projetos...e o Lupus..ah o Lupus..ele fica aqui..quietinho...as vezes dando sinal de vida ...as vezes não...e a vida vai passado...e eu vou adorando estar nela! ADORANDO!!!
Como disse Cazuza "..dias sim.dias não eu vou sobrevivendo sem um arranhão..." Enfim...é isso ai....Bju e lembre -se VIVER EXIGE UM ESFORÇO BEM MAIOR DO QUE SIMPLESMENTE RESPIRAR!

Mitos e fatos em Reumatologia


Mitos & Fatos em Reumatologia


Mito – “Reumatismo é doença de velho”.
Fato – Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.

Mito – “Reumatismo ataca no frio”.
Fato – O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.

Mito – “Reumatismo no sangue”.
Fato – Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.

Mito – “Exames para reumatismo”.
Fato – O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.

Mito – “FAN positivo, o paciente tem lupus”
Fato – Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.

Mito – “Fórmula para reumatismo”.
Fato – Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.

Mito – “Dor nas articulações significa reumatismo”.

Fato - Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.

Mito – “Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico”.
Fato – O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.

Mito – “ASLO elevado indica reumatismo”
Fato – Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.
Fonte:http://reumatologia.com.br/index.asp?Pagina=noticias/noticia.asp&IDNoticia=49


Lúpus e rins



O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença que atinge órgãos diversos (dentre eles os rins) e de formas diversas em cada indivíduo.
O acometimento renal é frequente em pacientes com lúpus e, em geral, corresponde a uma glomerulonefrite, que pode apresentar-se das formas mais variadas, indo desde alterações urinárias mínimas (hematúria e/ou proteinúria pequena) até insuficiência renal.
Considerando-se que a nefrite é uma das manifestações de atividade lúpica, devemos estar sempre atentos para a possibilidade de que venha a agravar-se ou a instalar-se num paciente que antes não apresentava lesão renal. Para tanto, além das informações fornecidas pelo paciente e os achados do exame físico, a realização de exames laboratoriais simples como o exame de urina (“Urina I”) e a determinação de creatinina no sangue são necessários. Outros exames podem ser adicionados a estes uma vez constatada a lesão renal.
Essa “nefrite” do lúpus é classificada pela Organização Mundial de Saúde em 6 tipos e tal classificação baseia-se nas informações obtidas ao fazermos uma biópsia renal. A biópsia do rim é um procedimento em que um minúsculo pedaço de tecido renal é retirado para exame anátomo-patológico.
No lúpus, é importante fazer esse tipo de biópsia, pois tratamentos diferentes são indicados de acordo com a classe de nefrite encontrada na análise da biópsia. Ela também serve para estabelecer se a doença evoluiu para uma fase crônica, na qual não se deve mais insistir em fazer tratamento imunossupressor. Além disso, dentre outras aplicações, é muito útil para esclarecer por que motivo um paciente com lúpus está evoluindo com insuficiência renal.
Sem dúvida um dos pontos de maior interesse em relação ao problema renal no lúpus é o tratamento. As drogas mais utilizadas com esse fim são: prednisona (por via oral), azatioprina (por via oral), metilprednisolona (por via endovenosa) e ciclofosfamida (por via oral e por via endovenosa). Essas duas últimas medicações são bastante empregadas sob a forma de “pulsoterapias” por via endovenosa.
A nefrite lúpica que não é tratada ou que não responde a tratamento pode evoluir para insuficiência renal crônica. Mas, mesmo quando tratamentos imunossupressores não mais podem deter esse processo, o paciente dispõe de “tratamento conservador” para garantir-lhe pelo maior tempo possível a utilização do que lhe resta de função renal. Cuidados com dieta e controle rigoroso da pressão arterial são medidas simples que podem lentificar a progressão da doença renal crônica para uma fase em que a diálise é imprescindível.
Há relatos de que cerca de 20% dos pacientes com nefrite lúpica evoluem para insuficiência renal terminal. É bom lembrar, entretanto, que o paciente com lúpus tem uma sobrevida em diálise e após transplante renal tão boa quanto a de qualquer outro paciente não-lúpico e raramente apresenta qualquer tipo de atividade da doença (mesmo em outros órgãos) quando em diálise ou após transplante.
O temor que há algumas décadas todos tinham diante do acometimento renal já não se justifica em nossos dias, pois, com a disponibilidade de esquemas de tratamento mais eficientes, a sobrevida do paciente com lesão renal vem melhorando continuamente.
Profa. Dra. Gianna Mastroianni
Pesquisadora Associada da Disciplina de Nefrologia da Escola Paulista de Medicina.
Coordenadora do Ambulatório de Glomerulopatias da Universidade Federal de São Paulo.

Proteinúria

PROTEINÚRIA
Sinônimo:
albumina na urina
O que é?
A albumina é uma proteína do nosso plasma produzida pelo fígado, sendo o resultado do metabolismo dos alimentos protéicos (carne, ovos, leite, queijo).
A taxa normal de albumina no plasma é de 3,5 a 4,5g/dl. Ela é fundamental para conservar o estado nutricional e manter os líquidos circulando dentro dos vasos.
A excreção de albumina na urina (proteinúria) é uma importante alteração pela qual as doenças renais se manifestam.
Isso mostra a importância da conservação das proteínas do sangue pelo rim. Sem a albumina, a água que circula nos vasos se infiltra pelos tecidos formando o edema. O edema é uma complicação da queda da albumina perdida pelo rim doente.
Origens
A proteinúria tem quatro origens:
a primeira é de origem glomerular. São as proteínas de peso molecular normal, como albumina, transferrina, gamaglobulinas (IgG, IgA), microglobulinas e outras que passam pela membrana filtrante do glomérulo. Quando esta membrana está alterada, permite a saída das proteínas na urina;
a segunda é do tipo tubular. São as proteínas secretadas pelo túbulo renal proximal, principalmente lisosimas e microglobulinas;
a terceira é decorrente das proteínas secretadas pela parede do trato urinário (pelve renal, ureter, bexiga e uretra);
a quarta tem origem na superprodução de proteínas de baixo peso molecular que se acumulam no plasma, mas, por serem pequenas, passam totalmente pelo filtro. Como são produzidas em grande quantidade, ultrapassam a capacidade de reabsorção do túbulo e são totalmente eliminadas pela urina. O exemplo clássico é a proteína de Bence-Jones (imunoproteína), mas também as mioglobinas e amilases.
Como se faz o diagnóstico?
O exame de urina só detecta a proteinúria quando ela é superior a 0,150g/dia.
Por isso, o surgimento de proteínúria em qualquer exame de urina deve ser visto como uma anormalidade e merece ser esclarecida.
A quantificação correta da proteinúria é feita sempre na urina de 24 horas e medida em gramas por esse período. Esse é um exame laboratorial importante e seguro.
Cruzes e traços não têm valor diagnóstico, servem para alertar o médico.
A proteinúria de 24 horas serve para avaliar a evolução e a gravidade da doença.
Em continuidade, investiga-se a história clínica do paciente, recolhendo os dados de doença renal (pielonefrite, glomerulonefrite, diabetes melito) e sinais de edema, anemia, dores ósseas, hipertensão arterial, hematúria, piúria, glicosúria.
No exame físico, observa-se anemia, pressão alta, desnutrição e principalmente o edema.
Tipos de Proteinúria
A proteinúria pode ser:
intermitente e transitória,
persistente e permanente.
A proteinúria transitória é a que surge eventualmente. Ela ocorre na febre alta, nos exercícios vigorosos, nas exposições a altas temperaturas, tanto frias como quentes, nas emoções violentas e estressantes (secreção abundante de adrenalina) e nas convulsões. É uma proteinúria leve, não ultrapassando a 1,0g/24h e não significa doença renal.
Outra proteinúria transitória, intermitente e de pequena quantidade é a proteinúria ortostática. Ela surge quando a pessoa permanece muito tempo de pé (ortostatismo), em caminhadas normais de longa duração ou em pessoas que têm uma lordose acentuada. A gravidez é um exemplo. Esta proteinúria, até hoje, não tem sido bem compreendida, pensa-se que o aumento da pressão venosa, ao nível da veia cava e veias renais, contribuiria para aumentar a excreção de proteínas na urina. O diagnóstico diferencial dessa situação se faz dosando a proteinúria ortostática e depois mostrando o seu desaparecimento com o repouso.
A proteinúria persistente e permanente em todas as amostras pode ser:
leve (até 1,0g/24h),
moderada (1,0-3,5g/24h) e
maciça, quando superior a 3,5g/24h/1.73 de superfície corporal.
O edema é a principal manifestação das proteinúrias maciças.
Ele ocorre porque a perda constante e intensa de proteína na urina faz com que a albumina plasmática atinja níveis muito baixos. Com isso, diminui muito o poder oncótico do plasma, permitindo que a água infiltre por todos os tecidos, surgindo o edema.
Como a água e o sal se infiltram pelos tecidos, em conseqüência da albumina baixa, surge hipotensão por diminuição do volume circulante e, em função disso, o paciente urina pouco para poupar o líquido que não está no seu devido lugar, isto é, circulando.
A perda de proteínas do plasma também propicia a desnutrição com todas as suas complicações.
Como se trata?
A melhora desse quadro só é obtida quando a perda de proteínas é interrompida com a recomposição da taxa plasmática da albumina. O tratamento da albuminúria depende da causa, por isso, os tratamentos são variados.

DERRAME PLEURAL O QUE É ISSO?

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Bom gente trouxe algumas informações a respeito do derrame pleural...que segundo eu tenho lido é uma coisa bem comum em quem tem lupus...

A pleura é a serosa que reveste os pulmões e a cavidade torácica. Os derrames
pleurais – acúmulo de líquido entre as pleuras visceral e parietal – constituem a manifestação clínica mais freqüente de doença pleural primária ou secundária. Os derrames decorrentes do envolvimento pleural secundário a doenças torácicas ou sistêmicas são muito mais freqüentes do que os causados por doença primária da pleura, e a sua abordagem diagnóstica faz parte da rotina de um pneumologista e de várias outras especialidades médica
Principais causas de derrame pleural

1. EXSUDATOS

- Neoplasia primária ou metastática
- Tuberculose pleural
- Pneumonias bacterianas
- Embolia pulmonar
- Pancreatite
- Pleurite urêmica
- Síndrome de Meigs
- Colagenoses (artrite reumatóide e lupus eritematoso
sistêmico)

2. TRANSUDATOS

- Insuficiência cardíaca congestiva
- Embolia pulmonar
- Síndrome nefrótica
- Cirrose hepática
- Desnutrição
- Enteropatia perdedora de proteínas

3. QUILOTÓRAX

- Rotura traumática do ducto torácico
- Obstrução ao retôrno venoso central (trombose
de grandes vasos)
- Obstrução do ducto torácico (linfomas, aneurisma
de aorta, tuberculose, filariose, fibrose mediastinal)
- Doenças do sistema vascular linfático (linfomas,
linfangiomatose, linfangioleiomiomatose)

4. DERRAME PLEURAL HEMORRÁGICO

- Traumatismo torácico
- Neoplasias
- Embolia pulmonar com ou sem infarto pulmonar
- Pancreatite
- Insuficiência cardíaca
- Síndrome de Dressler
(http://www.fmrp.usp.br/revista/1998/vol31n2/derrames_pleurais_fisiopatologia_diagnostico.pdf)



O derrame pleural é caracterizado pela acumulação de liquido em excesso entre as pleuras e constitui uma manifestação comum de comprometimento pleural tanto primário quanto secundário.
O derrame pleural não é uma doença, mas sim a manifestação de outras doenças. Se não tratado adequadamente, esta patologia pode levar o paciente à dispneia (falta grave de ar) e até à morte.
As doenças primitivas da pleura são raras, sendo predominante a sua origem por processos patológicos extra-pleurais. A etiologia dos derrames é múltipla, sendo útil a divisão dos derrames em transudatos e exsudatos, porque no caso de se tratar de um transudato restringe-se drasticamente o numero de diagnósticos possíveis
Fisiologicamente existe equilíbrio entre a entrada e saída de líquido na cavidade pleural; de modo a manter constante a quantidade e concentração proteica do fluído pleural. Os movimentos respiratórios, pela alternância da inspiração e expiração, facilitam a reabsorção do líquido e das partículas, assim como a sua progressão nos linfáticos(http://www.derramepleural.com/)

O Lupus nas Mulheres

O Lupus nas Mulheres





90% dos pacientes de Lupus são mulheres, entre 15 e 40 anos de idade. Por isso, o Lupus parece ter alguma associação com o estrógeno, um hormônio produzido pelas mulheres em seus anos reprodutivos.

Experiências com camundongos revelaram que o estrógeno tem um efeito acelerador da doença. Fêmeas que tiveram seus ovários retirados antes da puberdade, e que receberam altas doses de hormônio masculino, tiveram a doença menos intensa. E aqueles que receberam altas doses de estrógeno, tiveram a doença exacerbada. Os estrógenos provavelmente aumentam a produção de anticorpo anti-DNA, dentre outras consequências.
http://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/5715/lupus-eritematoso-sistemico-les
 

A ligação da hormonal
o lúpus ocorre com mais freqüência nas mulheres em idade fértil, e os surtos ocorrem frequentemente durante a menstruação, alguns pesquisadores têm tentado descobrir a ligação entre o lúpus e hormônios sexuais, principalmente o estrógeno. Embora o progresso tem sido feito, a conexão entre o lúpus e estrogênio continua altamente controversa. É sabido que as pessoas com lúpus têm níveis elevados de metabólitos de estrógeno e baixos níveis de testosterona . Mulheres com lúpus têm mostrado redução dos níveis de progesterona
Certas formas de estrogênio são associados com a inflamação, as doenças degenerativas, e predominância estrogênica em pessoas com lúpus. Estradiol (uma forma mais forte de estrogênio) se liga aos receptores das células T e células B, aumentando a ativação e sobrevivência das células e predispõem as mulheres a prolongada ataques em seu sistema imunológico .
Os estudos que examinam o papel do estrógeno no lúpus olharam TRH(terapia de repodição hormonal) para ver se o uso de estrógeno e progesterona contribui para o lúpus. Em um estudo com 351 mulheres na menopausa com lúpus, os indivíduos foram designados para assumir uma TRH(terapia de reposição hormonal) tradicional (composto de estrogênio eqüino conjugado com 0,625 miligramas por dia [mg / dia] e de medroxiprogesterona, 5 mg / dia para dia 1 a 12 de cada mês) ou um placebo. No final do estudo, os pesquisadores descobriram que a TRH sintética aumenta o risco de leve a moderada (mas não o risco de graves surtos) em mulheres na menopausa com lúpus .
Mulheres com lúpus devem discutir os riscos e benefícios da terapia com estrógeno com seus médicos, porque, com base nestes resultados, parece haver um risco de que o estrogênio pode agravar a doença. Além disso, o cuidado extra é recomendado porque a TRH (terapia de reposição hormonal )convencional é associada com hipercoagulabilidade (anormalmente aumentada a capacidade de coagulação do sangue), que já é um problema em pessoas com lúpus que têm anticorpos antifosfolípides