Vacina contra o lúpus

Lúpus é uma doença auto-imune que não tem cura. Mas será que existe uma vacina contra lúpus?

Lúpus é uma doença auto-imune que não tem cura. Mas será que existe uma vacina contra lúpus?
Lúpus é uma doença auto-imune que não tem cura. Mas será que existe uma vacina contra lúpus? – Tudo sobre lúpus

O lúpus é uma doença auto-imune e, por isso, não tem cura. O que acontece com as doenças auto-imunes é que elas atacam o organismo das pessoas. É como se o sistema imunológico do paciente que tem lúpus interpretasse que ele próprio é a bactéria.

O lúpus é uma doença inflamatória e que costuma surgir na vida adulta do paciente com problemas em diversas regiões do corpo, como a pele, por exemplo. O que pode fazer com que um paciente seja diagnosticado com lúpus são diversos fatores, como o estresse emocional, por exemplo. Este é um fator bastante considerável. E o lúpus não tem cura.

É possível sim fazer alguns tipos de controle para que a doença não afete muitas partes do corpo do paciente que possui lúpus. E, quando se faz esse controle é bem provável que a doença minimize muitos sintomas, mas nunca o paciente é curado por completo. Pensando em tudo isso, muitos pacientes gostariam muito que fosse desenvolvida uma vacina contra lúpus.

Pois se é uma doença que não tem cura, estudos sobre o caso poderiam ajudar e muito a encontrar uma cura. São muitos pacientes que possuem o lúpus ao redor do mundo, principalmente mulheres e negros. Os homens e pessoas brancas e de outras etnias podem ter lúpus também, mas a porcentagem é bem menor. E ainda não se conhece uma vacina contra lúpus.

E, o lúpus não tem cura específica porque o organismo humano possui algumas proteínas que chamamos de anticorpos. Esses anticorpos que produzimos servem para o combate de pequenos microorganismos que são agressores ao corpo humano, como por exemplo, as bactérias invasoras que trazem muitas doenças para nós.

No caso do lúpus, por exemplo, o sistema humano passa a produzir anticorpos que agem contra células de diversas regiões de nosso corpo. Isso causa muitos problemas, como lesões na pele e até mesmo outros tipos de lesões mais graves, dependendo do paciente, que podem afetar o próprio sistema nervoso da pessoa, os pulmões, o coração, os rins e as próprias articulações, como os joelhos, os cotovelos, os tornozelos, etc.

Muitos estudos já foram feitos e ainda são feitos para entender o porquê desenvolvemos esses anticorpos contra nós mesmos, no caso do lúpus. E muitas pesquisas em todo o mundo ainda se encontram em andamento. Infelizmente até os dias atuais sabe-se que muitas células que temos em nosso organismo ficam escondidas e ninguém consegue as reconhecer. E, em algum momento que existe uma queda da imunidade de nosso corpo, o organismo passa a fazer a produção de anticorpos para combatê-las.

E sempre existe uma esperança de haver uma vacina contra lúpus. Para quem tem lúpus, o tratamento médico tem 90% de chances de sucesso para o paciente que leva bastante a sério o tratamento e, com isso, em 5 anos essas pessoas conseguem diminuir drasticamente o sintoma do lúpus. E os pacientes sempre procuram saber a respeito da vacina contra lúpus. Mas infelizmente não existe uma vacina contra lúpus que cure a doença. Há aproximadamente 50 anos, o primeiro medicamento para tratar pessoas com lúpus começou a ser desenvolvido.

E, somente no final do ano de 2013 é que esse remédio chegou a solo brasileiro. Este medicamento é chamado de Benlysta, que é uma proteína. Ela possui a função de combater o processo que explicamos acima, ou seja, o medicamento possui a função de fazer com que o nosso corpo pare de atacar as nossas próprias células que nos defendem.

Infelizmente o tratamento com esse remédio chamado Benlysta é muito caro. Ele pode custar algo como R$ 4 mil reais para pacientes que possuem lúpus e que pesam até 60kg. E o preço não para por aí. Como é preciso tomar muitas doses desta droga, os custos anuais com esse tratamento chegam a R$ 57 mil. Mas se o paciente for mais pesado que 60kg, ele gastará muito mais que esse valor mencionado.
O medicamento Benlysta age da seguinte forma no organismo do paciente com lúpus: as células de defesa do corpo de um paciente com lúpus atacam o paciente. E, com isso, os problemas considerados mais leves são a perda de cabelo, doenças na pele, artrite e muito cansaço.

Já, na fase moderada da doença ocorre uma queda de glóbulos brancos e de plaquetas no sangue do paciente que podem acarretar em doenças mais sérias, como convulsões, casos que atacam os rins e o sistema nervoso central, entre outras. E, no caso do remédo Benlysta o que ocorre é que ele age dificultando o aumento dessas células de defesa, que se chamam linfócitos B, para justamente reduzir o ataque dessas células em partes saudáveis do corpo de quem possui lúpus.

Mas o Benlysta pode trazer alguns efeitos colaterais ao paciente, como náuseas, diarreias, febre, etc. É por esse motivo que os médicos acreditam que o uso do medicamento deve ser algo que complemente o tratamento do paciente e não que essa droga seja o principal remédio.

E, considerando os dias atuais quando comparados com 40 anos atrás é possível ver um avanço muito importante. Antigamente, mais da metade dos pacientes que tinham lúpus morriam, ao contrário do que acontece nos dias atuais. Hoje é possível viver bem com o lúpus quando a pessoa leva a sério o tratamento. Isso é de fundamental importância.

Vacina contra lúpus


Todos os pacientes que possuem lúpus sempre estão na esperança de ter uma vacina que cure a doença. Mas esse é um pensamento muito positivo e que deve ser mantido, pois muitos estudos são feitos e os resultados podem ser bastante promissores em um futuro próximo.

Existe um tipo de tratamento que está em estudo e já foi testado por pacientes europeus com lúpus e possui a mesma ação que o remédio Benlysta que citamos acima. Esse novo tratamento é chamado de Kinoid e foi desenvolvido por uma fabricante francesa chamada Neovacs há uns 4 anos. Ele é como se fosse uma vacina e pode ser utilizado com injeções. Essas injeções da droga Kinoid se mostraram bastante promissoras e seguras a esses pacientes europeus, que chegaram até mesmo a desenvolver anticorpos.
Em todo o mundo são 5 milhões de pessoas que possuem lúpus e que possuem a manifestação da doença auto-imune na vida adulta, entre os 28 anos e os 44 anos.

Infelizmente a origem do lúpus ainda é incerta e até hoje não descobriu-se a cura. Mas é muito importante acreditar que essas pesquisas são muito sérias e que em breve teremos mais testes e que alcançaremos uma cura. Por que não? Vamos torcer por uma vacina contra lúpus.

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